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Leishmaniose Canina

Descrição sumária

Trata-se de uma doença parasitária grave do cão, causada por um protozoário (parasita microscópico), denominado Leishmania, transmitido por um flebótomo – insecto relativamente parecido com um mosquito, mas mais pequeno.

A Leishmaniose é uma zoonose, ou seja, pode transmitir-se ao Homem.

No cão a doença é incurável, podendo ser realizado um tratamento sintomático se o estado geral do animal for aceitável.

Quando diagnosticado precocemente, o animal apesar de infectado, poderá manter uma boa qualidade de vida durante um longo período de tempo, no entanto, esta doença causará causa invariavelmente a morte aos cães que desenvolvem a doença e que não são tratados e vigiados.

Etiologia
Nos países da área mediterrânea, como Espanha, Itália ou Portugal, a infestação por Phlebotomus spp. é um grave problema. Estes insectos transmitem doenças como a leishmaniose, que pode ser fatal para os cães.
Em Portugal, considera-se que quase todo o território continental é endémico de Leishmaniose canina. Existem, no entanto algumas regiões onde o risco de infecção é maior e noutras onde o risco de infecção é menor. Estudos efectuados em Portugal, revelam que as regiões mais afectadas são a região metropolitana de Lisboa e Setúbal, a região de Trás-os-Montes e Alto Douro, a Beira Interior, grande parte do Alto e Baixo Alentejo e o Algarve (ver mapa).

O facto de um cão viver numa região onde o risco de infecção é mais reduzido, não implica que esteja mais seguro, pois basta que, durante as férias ou um fim-de-semana, se desloque para as regiões mais afectadas, que constituem grande parte do território Continental, para ficar exposto a um risco de infecção maior.
Adicionalmente, os estudos efectuados demonstram um aumento da Leishmaniose Canina em Portugal nos últimos anos. Nalgumas regiões a Leishmaniose aumentou mais de 100%, no período de menos de 10 anos, e outras regiões, onde anteriormente o risco de infecção era reduzido, passaram a apresentar um risco significativamente maior. Grande parte de Portugal Continental é endémico, ou seja, a doença prevalece com índices significativos. As regiões mais importantes são Trás-os-Montes e Alto Douro, grande parte das Beiras, Ribatejo e Alentejo, a região metropolitana de Lisboa, a Península de Setúbal e o Algarve.

Epidemiologia
No cão, a Leishmania vive no interior de um tipo especial de células de defesa – os macrófagos, que se encontram nos vários tecidos do organismo.

Quando um flebótomo fêmea pica um cão infectado, recebe as leishmanias através do sangue ingerido. Dentro do estômago do insecto, os parasitas multiplicam-se. Quando o flebótomo fêmea volta a picar num cão, inocula as leishmanias no novo hospedeiro. Os flebótomos picam os cães preferencialmente na cabeça (nariz e orelhas). As leishmanias infectam os macrófagos do cão e iniciam o processo de multiplicação, permitindo o desenvolvimento da doença, caso o cão não desenvolva atempadamente uma resposta imunitária neutralizante.

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