Sinais Clínicos
O primeiro sinal clínico mais habitual é a perda de pêlo, sobretudo em redor dos olhos, nariz, boca e orelhas. À medida que a doença progride, o cão perde peso. É habitual o desenvolvimento de uma dermatite ulcerativa que se pode dissemniar por toda a superfície corporal do cão. São também habituais feridas da pele, na cabeça e membros, principalmente nas áreas que contactam com o chão quando o cão está sentado ou deitado.
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| Focinho de cão com edema num cão com Leishmaniose |
Cão com Leishmaniose evidenciando alopécias várias (falta de pêlo) |
Cão com Leishmaniose evidenciando úlceras cutâneas |
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| Cão com Leishmaniose evidenciando úlceras cutâneas |
Cão com Leishmaniose evidenciando crescimento excessivo das unhas (onicogrifose) |
Cão com Leishmaniose evidenciando uveíte e edema da córnea |
Cão com Leishmaniose evidenciando emagrecimento e atrofia muscular |
Numa fase mais avançada, começam a observar-se sinais relacionados com a insuficiência renal crónica, que entretanto se desenvolve. É habitual o aparecimento de alterações hepáticas e digestivas, poliartrite, uveíte, emagrecimento generalizado e atrofia muscular.
Flebótomo

Os flebótomos dificilmente se vêem durante o dia porque geralmente permanecem ocultos em lugares escuros e húmidos, como fendas e gretas em muros, etc. Embora também se chame mosca da areia ao flebótomo, este não vive nas praias. Muito pelo contrário. Este nome deve-se ao facto da sua cor poder parecer a da areia (amarelo claro). Prefere áreas rurais ou lugares nas cidades com árvores e arbustos, como jardins e parques.
O período de actividade dos flebótomos começa ao entardecer e continua até ao amanhecer. Os flebótomos da área mediterrânea preferem noites amenas (não menos do que 16ºC) e não podem voar com ventos fortes. Não obstante, podem percorrer distâncias de até 2km.
Os Flebótomos picam maioritariamente no exterior, no entanto, também se vêem frequentemente no interior das habitações. São atraídos pelo odor dos animais e pessoas.
A época de maior risco de infecção está directamente relacionada com a época do insecto transmissor – o flebótomo. A época dos flebótomos começa com o início do calor, normalmente em Maio e estende-se até Setembro. Em anos mais quentes pode iniciar-se em Março e terminar em Novembro. Durante o Inverno, os flebótomos permanecem no estado larvar.
Tratamento
O tratamento não permite uma cura completa. Geralmente consegue-se a remissão dos sinais clínicos, no entanto, o animal pode ficar portador do parasita, podendo vir a ter recaídas passados meses ou anos. O tratamento será tanto mais fácil e de menor duração quanto mais cedo for diagnosticada a doença e iniciada a terapêutica. Consequentemente, o diagnóstico precoce é de extrema importância.
Prevenção
A prevenção das picadas do Flebótomos reveste-se de extrema importância para evitar a infecção de cães com Leishmaniose.
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Proteja-o antes de ser picado. Uma picada mais tarde poderá ser tarde demais.
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